sábado, 22 de outubro de 2011

Dor de amor...

Dizem que existem duas dores no amor, que doem fundo.
Uma delas é quando a relação termina unilateralmente, ou seja, alguém termina um relacionamento, mas o amor persiste em um dos lados que, logicamente não se conformará facilmente com o fato de não mais ser amado. Não é fácil acostumar-se com a ausência de quem queríamos a nosso lado. Perguntamo-nos porque fomos rejeitados, não nos conformando por não sermos amados com a mesma intensidade que amamos.
E isso dói fundo em nossa alma. Sentimos falta dos beijos, dos abraços, daquelas ternas carícias, e perguntamo-nos como tanto amor pode acabar.
Mas acabou, e torna-se necessário continuar vivendo, para não ficar apenas nas lembranças. Temos que viver, apesar da dor.
Por paradoxal que possa parecer, a segunda dor é justamente essa “operação limpeza” que precisamos fazer, pois teremos que esvaziar nosso coração, deletando a saudade que teimosamente lá permanece. Não é muito fácil remover de nosso interior tudo aquilo que lá temos enraizado. Mas é imperioso fazê-lo, mesmo que nos doa, pois se não o fizermos, a dor continuará doendo, e não conseguiremos viver em paz.
Estranhamente vai nos doer para livrarmo-nos dessa dor. Algo como a picada da anestesia que o dentista aplica antes de extrair o dente. O efeito da anestesia ainda permanecerá algum tempo, deixando-nos como que adormecidos... Mas que alívio depois. Assim será a “extração das lembranças perdidas”. Vai doer... mas, por mais que demore, um dia passará, ou então, passaremos a acostumar com a solidão, seguindo em frente com o coração vazio!
Na realidade, o que atrapalha a renovação amorosa, é aquela necessidade masoquista de curtirmos a tristeza do amor perdido. Insistindo nas lembranças dos gostosos momentos vividos, fechando os olhos para a possibilidade de revivermos as mesmas alegrias ao lado de outro alguém. Ninguém é totalmente insubstituível. Não podemos ficar eternamente apegados ao amor tanto quanto à pessoa que amamos. Precisamos esquecê-lo para voltar a viver com alegria, mesmo que sempre fique aquela lembrança guardada lá no fundo, pois um amor verdadeiro, jamais será esquecido totalmente, mas podemos tê-lo como um momento bom vivido, e que já acabou.
Embora deixando boas recordações, acabou, e a vida continua.
Certamente essa será uma dor mais amena, quase imperceptível. Não mais a querermos a nosso lado, mas a queremos em nossa saudade. Estranho, não? Mas a capacidade de amar nos faz ver que estamos vivos. Então, para melhor nos livrarmos dessa dor, nada como a anestesia das recordações, que nos fazem voltar no tempo e nos permite viver o passado, mesmo que por um instante.
Uma pequena frase de L’Inconnu:
“Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É um fato, pois quando nos entregamos a um amor, deixamos algo de nós junto a esse amor, e ao nos despedirmos dele, seja por qual motivo for, esse algo nosso irá junto.
Exatamente por isso, é que precisamos sempre nos reciclar para continuar vivendo, e a vida sempre será boa, seja com um amor por toda a vida ou com grandes recordações.
Como a amizade é a forma mais linda de amor, é que precisamos sempre manter as boas amizades, para não perdermos muitos pedaços nossos, sempre vivendo em paz, e tendo UM LINDO DIA, um após o outro.”

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