sexta-feira, 24 de junho de 2011

Casamento!


***Antes de ler este texto, ative o vídeo abaixo, o som é maravilhoso***

Casamento não é um dia apenas, mas sim, todos os outros dias que virão!!!

O casamento são todos os dias nos quais os noivos passarão a viver juntos após a troca das alianças, não se resume somente naquele dia de glamour! Casamento é muito mais que um dia de festa!!!

Então me pergunto:
É possível encontrar na Terra um casal perfeito?
Um par FELIZ, em que cada um, com as suas possibilidades, complete o outro sem exigências, sem ferir e magoar?
Podemos dizer que um casamento perfeito pressupõe a união de duas pessoas perfeitas. Porém, isso é impossível aqui em nosso mundo, ainda tão atrasado espiritualmente.
No entanto, não obstante os defeitos que ainda predominam em nossa sociedade, sabemos de casais que vivem muito bem, sem brigas, confusões, contestações e gozam de uma relativa felicidade, já que a felicidade total só conheceremos em outro Mundo, conforme nos disse o Cristo.
Esses casais felizes são pessoas comuns que lutam com dificuldades profissionais, familiares, e até mesmo íntimas, porém, possuem o firme propósito de alcançarem a paz junto ao cônjuge e com as pessoas que os rodeiam.
Então, é possível encontrar a harmonia no casamento?
Sim. É possível.
Pelo menos alguns itens importantes para o êxito da união conjugal foram destacados, nas páginas deste volume despretensioso.
Acrescentemos ainda que o começo de tudo é nos conscientizarmos de que, assim como eliminamos o amor, também o cultivamos.
Devemos empreender esforços rumo a essa plantação que será cultivada dentro de nós, em nosso coração, todos os dias, com carinho e atenção, respeito e tolerância.
A harmonia conjugal é obra de compreensão e respeito mútuo.
O casal feliz é aquele que encontra tempo para AMAR.
As horas divididas a dois somam muito, na estabilidade emocional de ambos, juntos são completos, cúmplices, amantes, amigos, eternos namorados.
Os cônjuges que não têm tempo um para o outro viverão em mundos diferentes, particulares, e quase nada realizarão juntos.
Quando isso ocorre, depois de alguns anos serão dois estranhos que vivem sob o mesmo teto, unidos apenas por um papel, sem que se amem verdadeiramente.
Matrimônio feliz é aquele que tem por base o AMOR, a amizade sincera, o companheirismo, a atração física e aquela química perfeita, que a cada dia aflora mais e mais!!!
Outro fator importante para a felicidade conjugal é a cumplicidade. Esse sentimento deverá alcançar todas as situações da vida.
Isto significa gostar do jeito do outro, admirar suas realizações, vibrar com seus afetos, perdoar seus erros, empenhar-se em seus projetos, sofrer com as suas dores, repartir as derrotas, enfim, serem unidos de verdade. Quando o casal se une de verdade, as vitórias acontecem mais facilmente. E mesmo que haja derrotas, as lágrimas derramadas serão motivos para levá-los a encarar a oportunidade sem culpas e acusações.
Casamento não é constituído por adversários, mas se isso ocorrer, a melhor forma de recuperar a união é tornar o outro nosso amigo parceiro.
Não devemos, no casamento, lutar a fim de impor somente a nossa vontade, para satisfação do nosso ego.
Não devemos nos sacrificar sem AMOR pela felicidade do outro, ou seja, para uma união duradoura e FELIZ, é necessário que ambos se AMEM, que ambos se completem em todos os sentidos, que olhem ao redor um do outro e percebam que NÃO precisam de mais ninguém, a não ser um do outro.
Amar alguém de verdade a ponto de se entregar a uma união, é não perceber os defeitos, é querer sentir o cheiro da pele, o gosto do beijo, o toque das mãos... é AMAR todas as expressões do outro!!!
Ao contrário de vencer, é preferível que os dois saiam vencedores.
Precisamos, também, descobrir a alegria de doar e não somente receber.
E se nos casamos é para ser FELIZ e fazer o outro FELIZ, também.
Casal feliz é aquele que se doa mutuamente, de corpo, alma e coração!!!
Enfim, podemos enumerar vários outros ingredientes, para que obtenhamos a felicidade conjugal, mas certamente com AMOR acharemos nossos próprios caminhos e conseguiremos êxito em nossa convivência.
O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro - ou sem se isolar dele.

O casal perfeito seria o que entende, aceita, mas não se conforma, com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união.

Talvez se possa começar por aí: não correr para o casamento, o namoro, o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas - a chatice da casa dos pais, as amigas ou amigos casando e tendo filhos, a mesmice do emprego, chegar sozinho ou sozinha às festas e sexo difícil e sem afeto.

Não cair nos braços do outro como quem cai na armadilha do "enfim nunca mais só!", porque aí é que a coisa começa a ferver.

Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, o insidioso, o silencioso, o sempre à espreita, o incansável... o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos.

Passada a primeira fase de paixão (desculpem, mas ela passa, o que não significa tédio nem fim de tesão), a gente começa a AMAR de outro jeito ou a amar melhor; ou, aí é que a gente começa a AMAR de verdade.

É assim que começamos a querer bem, a apreciar, a respeitar, a valorizar, a mimar, a sentir falta, a conceder espaço, a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente.

O cotidiano baixa sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio.

A conta a pagar, a empregada que não veio, o filho doente, a filha complicada, a mãe com Alzheimer, o pai deprimido ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor.

E a gente explode e quer matar e morrer, quando cai aquela última gota - pode ser uma trivialíssima gota - e nos damos conta: nada mais é como era no começo.

Nada foi como eu esperava. Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer.

Como a gente não desiste fácil, porque afinal somos guerreiros ou nem estaríamos mais aqui, e também porque há os filhos, os compromissos, a casa, a grana e até ainda o afeto, é preciso inventar um jeito de recomeçar, reconstruir.

Na verdade devia-se reconstruir todos os dias. Usar da criatividade numa relação.
O problema é que, quando se fala em criatividade numa relação, a maioria pensa logo em inovações no sexo, mas transar é o resultado, não o meio, embora seja um dos requisitos mais importantes da união de um casal, pois é através da química de ambos, do sexo perfeito, da cumplicidade na cama e fora dela, que não conseguimos dar espaço para mais ninguém em nossa vida, a não ser a pessoa AMADA, afinal, ela nos completa e enche nossa vida de ternura, amor, tesão e nos fazem explodir de felicidade.

Meu pai disse no aniversário de casamento (07/04/2011) com minha mãe e no dia dos namorados (12/06/2011), uma das coisas mais belas que ouvi:

"Todos os dias de nosso casamento, que hoje completam 31 anos, eu te escolheria de novo como minha mulher, porque EU TE AMO como se fosse o primeiro dia".

Mas para que isso acorra, primeiro teríamos de nos escolher a nós mesmos diariamente.

Ao menos de vez em quando sentar na cama ao acordar e pensar:

. Como anda a minha vida?
. Tenho um relacionamento FELIZ que me contagia a ponto de não viver sem ela(e)?
. Ela(e) me completa inteiramente, me inspira, me faz ser um entusiasta?
. Ela(e) compartilha os mesmos sonhos que eu?
. Para mim ela(e) é o ELO entre a Terra o Céu?
. Quero continuar vivendo assim?
. Se não quero, o que posso fazer para melhorar?

Quase sempre há coisas a melhorar, e quase sempre podem ser melhoradas.
Ainda que seja algo bem simples, ainda que seja mais complicado, como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão.

Nós nos permitimos muito pouco em matéria de FELICIDADE, alegria, realização e sobre tudo abertura com o outro.

Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de casa são terrivelmente tristes e terrivelmente comuns.

É difícil? É difícil. É duro? É duro.
Cada dia, levantar e escovar os dentes já é um ato heróico.
Viver é um heroísmo, viver bem um AMOR mais ainda.

Escolher a pessoa certa, aquela que realmente queremos, desejamos e que nos preenche o coração, é DIFÍCIL, muitas vezes por termos que fazer “outra” pessoa infeliz... Porém, pergunto, aliás, pergunto não, CONTESTO:

. Vale á pena desistir daquilo que realmente nos completa e nos faz FELIZ, só para não magoar “alguém”???
. Vale á pena sacrificarmos “dois corações” para fazer apenas um FELIZ???

PENSE NISSO!!!

O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente, a cada dia, se escolheria novamente, simplesmente porque, JUNTOS SOMOS PERFEITOS, e embora havendo duas almas, nos sentimos como se fossemos apenas uma!!!

Basicamente saibamos que, informados de todas essas virtudes, nada obteremos sem que elas sejam colocadas em prática, incansavelmente, até os últimos dias de nossa convivência a dois.
Devemos acreditar, sempre, que poderemos ser FELIZES.
É com essa finalidade que aqui estamos. E seremos se assim o quisermos. Só depende de nós!!!
EU QUERO SER MUITO FELIZ e AMADA... E VOCÊ?????
(Baseado em minha pouca experiência de vida e na 
leitura do Livro "Vida a Dois" de Jamiro dos Santos Filho, Ed. EME)
 

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